É preciso tirar Pernambuco da má fase em que se encontra


Pernambuco teve um progresso considerável nos dois governos de Eduardo Campos, quando o então governador aproveitou sua amizade com Lula, então presidente da República, a fim de atrair investimentos para o Estado. Vieram para cá a Hemobrás, a refinaria Abreu e Lima, o Estaleiro Atlântico Sul, a fábrica da Fiat e dezenas de outras empresas de médio e grande porte para se instalar no entorno de Suape. 

Quase inexistia desemprego no Cabo e em Ipojuca, cidades onde as fábricas se instalaram, gerando milhares de postos de trabalho para os pernambucanos e contribuindo para elevar o PIB estadual. Paralelamente, foi iniciada a transposição do São Francisco e retomada a construção da Transnordestina, que estava paralisada havia anos. Hoje, quatro após a morte do ex-governador, o cenário mudou radicalmente. 

Pernambuco anda para trás, alvejado por tabela pela Lava Jato, que após descobrir um mega escândalo na Petrobrás levou a estatal a paralisar seus investimentos em Suape, do que resultaram 80 mil demissões naquela área. Agora, para completar a má fase em que nossa economia se encontra (geramos apenas 14 mil novos empregos em 2018), anuncia-se mais 1.800 demissões naquele complexo. 

É uma carga muito pesada nos ombros do governador Paulo Câmara, que não tendo a mesma liderança política do seu antecessor, nem votado em Jair Bolsonaro para presidente, pode pagar um alto preço a partir de janeiro do próximo ano. Por Inaldo Sampaio

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