Museu do Pe. Evaldo Bette foi inaugurado sob fortes emoções em Carnaubeira da Penha - G7 Salgueiro

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Museu do Pe. Evaldo Bette foi inaugurado sob fortes emoções em Carnaubeira da Penha

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Padre Evaldo Bette

Pároco da Igreja da Sagrada Família na Fuga
Ivanilsom Antonio de Almeida

A Prefeitura de Carnaubeira da Penha-PE inaugurou na última quinta(30) seu primeiro museu. O município transformou um sonho em realidade e a comunidade aprovou o espaço cultural que leva o nome do Alemão Padre Evaldo Bette, o mais lembrado benfeitor do município.

Centenas de pessoas vivenciaram esse momento histórico, entre elas D. Rosa, 84 anos auxiliou o religioso por 18 anos, D. Diva, 77 anos que por por 15 anos exerceu a mesma função e Diovane 64 anos que foi motorista e fotógrafo do padre por 18 anos; todos se emocionaram com as relíquias do religioso, que teve a trajetória vocacional do servir. O prefeito Drº Manoel ao lado da 1ª Dama Fabrícia Lopes, do pároco Ivanilson A. de Almeida, vereadores, secretários e ilustres que conviveram com o padre descerraram a placa inaugural sob aplausos e fortes emoções, tamanha importância do religioso para a cidade.


O museu conta com acervo fotográfico em família em Fleckenberg, cidade natal Alemã, com também sua simples rotina ao lado dos comunitários em Carnaubeira da Penha. 


Faz bem conhecer a história do Padre Evaldo Bette. O museu localiza-se ao lado da Capela Nossa Senhora da Penha na entrada da cidade. 


Histórico do Padre Evaldo Bette


De origem alemã, Padre Evaldo Bette nasceu e se criou no meio de uma família altamente cristã, unida e numerosa. Sua terra natal Fleckenberg está localizada na região mais privilegiada da Alemanha, em beleza natural. Seus Campos, seus rios e suas montanhas falam bem alto da majestade infinita. Aí, Padre Evaldo aprendeu a amar e dar sentido a todos os detalhes da natureza.

Chamado à Vocação Sacerdotal, não hesitou em terminar os seus estudos no Brasil, se estabelecendo no Convento do Barro, em Recife. Ordenou-se à 23 de junho de 1940, na velha Catedral de Olinda por Dom Miguel de Lima Valverde. Sacerdote religioso da Congregação da Sagrada Família, foi obediente aos seus superiores e exerceu em várias regiões do país o seu Ministério Sacerdotal. De espírito alegre e brincalhão, era grande amigo da ordem e da disciplina.

De 1950 a 1956, permaneceu no Seminário Apostólico da Sagrada Família no Crato – Ceará. Como motorista, fazia coleta de gêneros alimentícios para manter o seminário. Gostava de dizer: “eu sou jumento da Sagrada Família”. De 1959 a 1968, se estabeleceu em floresta onde prestou relevantes serviços. Foi grande batalhador e conseguiu a restauração da nossa diocese em 1964, ocupando bispado Dom Francisco Xavier Niernoff. Seus trabalhos se voltaram para o fortalecimento das associações religiosas, construções de escolas capelas, valorizando assim o trabalho do professor, os alunos e as mães cristãs. Gostava de rezar o seu breviário, nas tardes, andando no patamar da igreja. O ofício de Nossa Senhora e o terço, eram também a sua devoção.

Nos seus trabalhos de Pastoral em Carnaubeira, quando ainda pertencia a Belém São Francisco, falava sobre o povo sofrido e carente desta terra. Planejava trabalhos voltados para a educação, saúde e moradia para o seu povo. Padre Evaldo gostava de contemplar natureza desta região: sua vegetação, suas montanhas e seus animais. Nas suas cogitações assim exclamava: “aqui é um pedacinho de Flackenberg”.

No dia 8 de agosto de 1971, a sua permanência em Carnaubeira passou a ser mais efetiva. Não podemos nos esquecer a comemoração debaixo de árvores frondosas.

Ao longo dos anos, todos os seus planos voltados para esta Terra foram executados, não faltando a ajuda por pessoas generosas desta comunidade. Em 1975, como consequência de uma trombose, amputou a perna direita. Homem destemido, cheio de energia do próprio Deus, não curvou a cabeça diante de suas limitações.

O amor e carinho de Padre Evaldo pelas coisas da natureza se expressava nos Jardins da Casa Paroquial e na ornamentação da igreja, com troncos de umburana, carnaúba e ninhos de passarinhos dessa região. Tudo o que ele colocou tem um sentido religioso: os ninhos com a seguinte passagem do Evangelho: “A raposa tem suas tocas, os pássaros têm seus ninhos, mas o filho do homem não tem onde reclinar sua cabeça”.

Da última visita à terra natal, em 1990, voltou ao Brasil e disse para Dom Ceslau: voltei para morrer no Brasil.

E, conforme o seu desejo, repousam os seus restos mortais desde 9 de outubro de 1991. Que as suas realizações e semente da palavra de Deus aqui plantadas, sejam reconhecidas e vividas, passando de geração em geração.


G7 Salgueiro







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