Náutico e Santa vão atravessar o deserto - G7 Salgueiro

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Náutico e Santa vão atravessar o deserto

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Tricolores e alvirrubros amanheceram a segunda-feira cabisbaixos. Eliminados da Série C, precocemente, vão atravessar um deserto sem jogos até o fim do ano. Futebol, o programa preferido do fim de semana, entra em recesso para duas grandes torcidas do Recife. É o preço que se paga ao cair para a Terceira Divisão nacional. Há uma garganta entre a fase de grupos e o quadrangular final que se chama mata-mata. Santa Cruz e Náutico não passaram por esta fase. O mantra que deve reger as diretorias dos dois clubes, para mim, é: continuação, aprimoramento.

Tanto Náutico quanto Santa Cruz estão com um trabalho em andamento. Montaram suas equipes. O Náutico se deu ao luxo de apresentar ao mundo da bola jovens talentosos, como o goleiro Bruno, o meia Luís Henrique e o atacante Robinho, prova de que há um promissor processo de renovação e aproveitamento da prata da casa no clube. Já o Santa tem um time que merece ser mantido e, reforçado. Não se pode jogar fora o que foi feito até agora. Juntos, jogadores, técnicos e dirigentes devem fazer uma avaliação do que foi feito.

Destruir tudo para começar do zero ano que vem, com certeza, não será bom negócio. Agora, que já passou por uma temporada na Série C, o Náutico conhece os buracos da estrada e na próxima caminhada terá a experiência para saltá-los e chegar inteiro no final. Não sou dos que veem uma fase ruim do futebol pernambucano por causa das quedas precoces de Santa Cruz e Náutico no Brasileiro.

Acho que é um período de ajustes, de adaptação a uma nova realidade. O Náutico está se organizando administrativamente, reformando os Aflitos. Daqui a pouco, terá seu velho alçapão novinho em folha, à disposição do time e da torcida. Ficará mais próximo dos aficcionados. As coisas tenderão a melhorar naturalmente.

O Santa também vive um processo em que tenta se reerguer, embora os problemas sejam bem maiores que os do rival, principalmente no tocante as causas trabalhistas. Por Inaldo Sampaio

Sport preocupa

Dos três grandes da Capital, a campanha imperdoável é a do Sport, que despencou na classificação da Série A, saindo de um quinto lugar para a 18ª posição, dentro da zona de rebaixamento. O time ainda tem 17 jogos para reagir, mas o futebol que vem apresentando não traz esperanças aos rubro-negros. Há quatro anos, a defesa do clube está sempre entre quatro mais vazadas da competição. A diretoria teve tempo para acordar e resolver o problema, mas não o fez. Atualmente, o Sport é o segundo time que mais sofreu gols no Brasileiro, 34 em 21 jogos, média de 1,6 por partida. Ou seja, o time entre em campo perdendo de mais de um e meio a zero.

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