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G7 Política: Possível candidatura de Joaquim Barbosa mexe com quebra-cabeça eleitoral

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Com o país mergulhado em escândalos de corrupção, o efeito de uma candidatura com o histórico do ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (PSB) está mudando a configuração do quebra-cabeça eleitoral de 2018 antes mesmo do jogo começar. É com essa ideia que socialistas defendem o nome de Barbosa para concorrer à Presidência da República. Uma aposta para evitar o crescimento de pré-candidatos como o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL), considerado de extrema-direta, avance na direção do eleitorado. A principal arma do ex-ministro para enfrentar adversários desse “porte” é atuação dele no Judiciário, onde ficou conhecido por ter conduzido com mão de ferro o julgamento do mensalão, em 2013, condenando petistas de peso, a exemplo do expresidente nacional do partido José Genoíno e o ex-ministro José Dirceu.

Para quem acredita no efeito surpresa da eleição, Joaquim Barbosa "é uma joia rara na política". Uma pedra bruta que precisa ser lapidada com “paciência e carinho”. As definições são do ex-deputado federal Beto Albuquerque (PSB/RS) ao falar do perfil do ex-ministro. "É um brasileiro vitorioso pela força de vontade e pelo estudo. Um exemplo para os brasileiros que vale a pena estudar. Tem uma ótima trajetória de vida e um exemplar desempenho profissional", complementou o ex-parlamentar.

No PSB, Beto Albuquerque tem usado as redes sociais para divulgar o vídeo que mostra as qualidades, virtudes e história "do homem de origem humilde, negro, que começou a vida trabalhando como faxineiro e digitador" até chegar ao mais alto posto do Judiciário brasileiro, a presidência do Supremo Tribunal Federal. Mas, apesar de todo cortejo do PSB, Joaquim Barbosa ainda está indeciso sobre lançar o nome para a disputa presidencial. Na reunião com a cúpula da sigla, em Brasília, o ex-ministro do STF deixou um clima de frustração no ar ao dizer que ainda não "estava convencido" de que seria candidato.

Alegou motivos pessoais e dentro da legenda. Ao falar dos empecilhos, citou a história do PSB e as dificuldades das alianças regionais. Do lado dele disse não ter convencido a si mesmo e, portanto, ainda persiste uma dúvida "muito grande" de sua parte. No núcleo socialista, os que ainda falam com cautela sobre o lançamento da candidatura de Joaquim Barbosa tem como justificativa as alianças que estão sendo construídas nos estados, principalmente com o PT, a exemplo de Pernambuco e Paraíba.

Na semana passada, o prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), admitiu a disposição para dialogar com o presidenciável socialista, ao mesmo tempo que reforçou elogios ao PT e frisou que as conversas com a legenda são de "suma importância" para o país. O governador paraibano, Ricardo Coutinho (PSB), afirmou que o partido está construindo algumas situações que sejam cômodas para o partido, mas que nada está definido. "O que existe, apenas, é o reconhecimento que o ministro Joaquim Barbosa é um nome potencialmente forte num Brasil, hoje, em que há poucas referências", observou o gestor em uma de suas entrevistas sobre o assunto.

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB/PE) avalia que a mera filiação de Barbosa ao partido já causou uma agitação no tabuleiro eleitoral. "Imagine quando ele se colocar de verdade", alertou o parlamentar. Ele ponderou que ao escolher o PSB para se filiar, Barbosa já demonstrou alinhamento com as propostas defendidas pelos socialistas. "Isso é muito importante, mas sabemos que vamos enfrentar um debate interno. O que queremos é revigorar o projeto de 2014 (quando o PSB lançou a candidatura do ex-governador Eduardo Campos)". Há uma semana, o líder da bancada socialista na Câmara, Júlio Delgado (PSB/MG), leu um manifesto de apoio à eventual candidatura de Joaquim Barbosa. O documento foi assinado por 24 dos 26 parlamentares. DP


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